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Ato 1

- Quando você some, parece que você não acredita que sou sua amiga. Parece que você crê que todo mundo é racista inclusive nós, suas companheiras. - ... - Fala! - Mas vocês são... - Quando eu fui? - Você disse numa viagem nossa que “o racismo está nos olhos de quem vê”, mas, pode ter certeza, eu sou tão sua amiga que preferi conversar sobre isso outra hora... - Poxa, me desculpe, mas você podia ter me falado. Não é sumindo que você resolve as coisas. Eu com certeza te escutaria - Viu que tudo ainda depende de mim? Quando eu sumo, é porque me cansa saber que: manter um bom relacionamento entre nós, depende muitas vezes do meu silêncio, e que se eu quiser que isso mude, também depende de mim pra usufruir dessa raridade de ter uma branca totalmente disposta a me ouvir. Isso cansa. E é por isso que eu sumo: pra descansar. Acordei.

Quando eu saí da margem

Estava em dilúvio e retraso Esgotada e arfante Pairando Vibrando em emoções frias Criando estórias Mentindo alegrias Divagando E então eu vi cores em seu mirar Mas presumi que as flores haviam esquecido de renascer ...você Esperança em aridez Renascendo meus clichês Ramificando Agora, eu Regada e calma Sou rio em cheia que transborda De ti, o amor que me retorna No ciclo que enfim, consegui desaguar. Por ela.

Assumo

Eu aceito a sua alma como parte de afirmação a mim a tomo em cuidados constantes, dedicando o mesmo tempo que o meu pensamento gasta em imaginarte ao longo do dia cumpro com o desejo que o seu olhar me afirma estando segura do meu anseio como a força de pegar a sua mão prometo nada que eu não cumpra de acordo com o que evoluo e peço o estar enquanto eu não maturo acesso ou frio, forte ou leve que o devir de ficar apenas reverbere

Hoje eu chorei pelo meu romantismo

Eu chego sempre tão perto Que quase posso tocar o meu destino Esse que reluto em torná-lo atualizado Escritor que começa na máquina de escrever não gasta o pulso Que escreve o sentir dentro de um refratário de espelhos E eu estou constantemente errando a causa do reflexo Miro no erro e o torno alvo Crio sentimento porque sei que preciso Para me sentir mais viva e para calar a tristeza Ela grita em agudeza, mas não rompe esse vidro gélido - E a cada erro eu me machuco nesses cacos Me queimo com o reflexo Torno produto da solidão Vendo minha imagem pra quem reflete mais vazio do que eu Para não ocupar espaço do ar que assola meu mirar.
Yo soy presencia Soy compañera Soy respeto en sus elecciones Soy consciente y armonía Soy abrazo, soy energía Soy ardiente, soy delirio Soy acá una vastedad Que camina sin destino Soy rechazo, soy palabra Soy silencio, soy siesta Soy las horas, soy tédio Soy de quién no venero Soy cambio, soy permuta Soy poesía, soy muda Soy lo que renace, soy la que muere La que persigue aunque no me note Soy carne que sangra Soy ojos que lloran Cerebro que explota Cuando se enamora Soy refugio y silencio Doy de todo sin cobrar Reciprocidad no tiene precio Para las que no tienen miedo de amar.
Gosto pois es aquele número que não apostei Aquele caminho que evitei E os desafios que recuso Gosto pois es o que não construo E nada do que formulo com idealismo e reticências Gosto pois es única e inserta Que não precisa de meios E fazes seu próprio mapa Gosto quando é autêntica Quando é ausência Quando emana falha Gosto porque me questiona Reinventa e remonta Algo eloquente Indistinto Provo seus sabores dosados Seu riso exagerado E o toque torpe Vou porque me faz honrada Mesmo tênue sua estada Em meu esguio nada
(...) descompassei o ritmo da espera revi e refiz meus planos empoderei a angústia aceitei os dias guardei a história digeri seu nome.

Hechizo

Así la veo léxico incomprensible pero que tiene sentido Idioma en código que aún no descifro Lengua que me quema Palabra que me completa Voz que me anima Ojos que me afectan

Repetitivo

Acordou e pensou que já era hora Uma que chega e não faz sentido Mas já eram as três que não soube responder o sentido do que fez até aqui Uma vez traçou uma rota e se encontrou. Algo a prendia... Hoje lhe solta a vontade e lhe sobra o medo, que não assume, não compactua Apenas segue repetindo - Logo você, forasteira de novidades Que prova o desconhecido com ânsia e se surpreende em notas rápidas e passageiras. Deambula Sem se aproximar do descanso Do que lhe acalma Talvez a inercia seja a sua pior inimiga Ou a impaciência de seu relógio na mesma velocidade Ora, se é o tempo o mesmo Por quê seria diferente enquanto o vive? O tempo As vezes sinto que o perco ou o ganho Sinto que perco sensações E ganho uma pilha de frustrações Embolada e arrastada aonde vou Ela pesa Me enforca Me cansa E eu só quero lança-la o mais longe possível Mas perdi a minha força no trabalho A disposição no ego do mestre O sonho nos limites sociais Que os rompo indo em favor da corre...

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O tempo é constante em me desconstruir Eu aprendi esse idioma do desejo, sem me inserir nos contextos em que ele se constroi Eu li sobre o amor até consumir todas as fontes Bebi todas as doses de desejo que surgiram Me embriaguei para ocultar-me da insanidade de tentar seguir em par Mas me perseguiam os estados solitários Os invernos tênues E os verões libidinosos E em nenhum livro, instantes, e tempos, foi-me alertado sobre o que me consome Eu degladio meu peito quase com sadismo de quem sabe que aquilo que quer não existe Por agora, me acomoda a crença de que há muitas vidas E me acalma os astros sobre a minha estreia no mundo E eu deambulo como me ensinaram, tentando que o acaso me note Mas agora reclino: - Se existe quem não a queria, aqui em cores anuncio que a espero para uma visita Meus costumes e minhas histórias Meus ouvidos e minha memória Pra guardar os novos contos que vamos escrever - Anuncio Me lanço e me retoma o mesmo instante de ceticismo Pois essas...